Diário Dos Anjos

blog de Enio Cavalcante.

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Grupo facetas: Gambirra, espaço de Experimentação Artistica

Experimentamos viver um polco de Caio Fernando Abrel com o seu texto "Sarau de 9 ás 11" foi maravilhoso esse mês de trabalho em parceria com os parceiros do grupo Facetas, estamos em sala treinando e criando. Reabrimos as portas da sede trazendo o projeto Gambiarra que busca aproximar o público dos projetos de pesquisa e montagem de grupos e artistas que expõem cenas, extratos e ideias nos diversos campos da arte. A noite foi agradável e artística, praticamente todas as pessoas presentes recitaram poesias, o músico Ricardo Baya e a cantora Angela castro deram uma canja harmoniosa, muito lindo! O




brigado aos integrantes das nossas oficinas que comtribuiram com a noite seja na bilheteria ou tirando fotos.
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sexta-feira, 6 de março de 2015

GUERRA!


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quarta-feira, 4 de março de 2015

Apreciação do espetáculo "Encruzilhada do mundo, ou sobre a areia e o vento" no dia 01 de março de 2015



SOBRE A AREIA E O VENTO

Devia ter orgulho de ser Natalense? Por que?  Por que deveria ter orgulho?

"É um grande desafio contar histórias, biografias, fatos reais, precisamos ser bons contadores, para fazer dar inicio a tudo de novo. E de repente aquilo que  já é passado, é vivido no presente e é cheio de expectativas futuras. Para o "Artista Repórter" sobram os artifícios, suas disciplinas, seu repertorio para não cair no traço da realidade superficial, enfadonha, mascarada e sem vida. É muito bom sentir a atmosfera do passado, suas bifurcações, angustias, duvidas, o tabu era escrito no seu corpo. e o Artista é Artista quando cria isso e deixa o espectador sentir.
Isso foi uma das coisas que guardei da apreciação do ensaio aberto em dezembro de 2013 do espetáculo "Encruzilhada do Mundo ou sobre a areia e o vento". Criação da parceria da Bolobô CIA Cênica e O Atores A deriva com parceria do diretor do grupo XIX de teatro, Luis Fernando Marques, o Lubi.

Essa semana tive novamente a oportunidade de assistir ao espetáculo, no projeto jornada Cultural no teatro Riachuelo. E mais uma vez emocionado com a historia contada. É bom olhar pra trás, ver o que nós somos, ver que sonhos americanos são muito pouco, pois somos guerra, pois nem todos se rendem. Algumas pessoas soltam bombas de ideias! E me pergunto: As outras pessoas sentem? eu sou artista, sei que sou hipócrita! Mas, os meus vizinhos, nas cadeiras ao meu lado? sentem? com suas empresas, seus concursos, suas escolas particulares, seus consumismos, será que eles se tocam que é com a gente, que vivemos com medo, que somos como mísseis teleguiados, será que pensam? ou a mídia, o consumismo o materialismo já destruíram sua criança interior? E A GUERRA TROUXE A ALEGRIA AS RUAS DE NATAL! Esse espetáculo escrito pela jovem dramaturga Luana Menezes, é uma bomba de idéias e se explodem em momentos, para dentro pelo individuo e para fora por um coletivo, onde uma cena termina no começo de outra, onde corações oprimidos encontram um hangar para falar, falar de mim, de você e de Natal.

"Será que o prefeito Carlos Eduardo percebe que é com ele? será que Dácio Galvão percebe?" Acho que sim, apesar da demanda ser grande, pois esse espetáculo foi montado com dinheiro público aprovado em edital. Um dinheiro que antes era gasto numa festa, (com todo respeito ao evento natalino) se tornou um patrimônio algo permanente e não foi só "a encruzilhada", teve "A estrada" da casa da Ribeira e no ano seguinte, grupo Estação Teatro com  "O quintal de Luiz",  o Gira dança e a tropa trupe, A casa da ribeira com Lamatown, e a Bololô com o Margem Ribeira ...  são seis espetáculos, esse ano chegaremos a 14? e depois 8 por ano  até o fim da gestão 30 espetáculos. Com um detalhe. Eles não vivem só três dias. Oitenta por cento deles ficam na gaveta esperando que vocês criem as máquinas de fruição da arte. Mas, ainda sonham com festas, cenas, colunas sociais, trios elétricos, fogos, os artistas da cultura de massa que a população quer...

 e a vida se torna ficação, azaração,
 vou te pegar e andar no meu carrão
 com wuisque e red bull, vou ficar doidão
 e eu vou parar de te dizer
 que já tem muita letra
 e você não vai aprender (forrozão chero de priquito)

Ainda sonham com artistas vendendo produtos na TV? Com seus triângulos amorosos e joguinhos de poder? Ainda sonham com os grandes nomes da nossa música? Eles vem aqui pegam o nosso dinheiro e vão gastar nas suas cidades. Eu sei que tem gente que só quer viver no iê, iê iê. Mas, instituições públicas devem ter compromisso com o pensamento, a reflexão, a alegria de forma saudável, a diversidade como um todo.

A parceria da Rede Potiguar de Teatro, das pessoas de Fernando Yamamoto, de Lenilton Teixera e outros que, juntamente com Dácio Galvão e o  prefeito Carlos Eduardo, foi um "ponta pé" inicial e estamos escrevendo novas páginas na historia do teatro Potiguar. Mas, os espetáculos são caros ,as equipes são grandes, e é preciso criar estratégias de circulação desses espetáculos. Só assim pode ser repassada a ideia, só assim subiremos no avião e espalharemos novas noticias. Nós, quando montamos um espetáculo o tratamos como um bebê recém nascido, então, chega de aborto! Deixem o bebê crescer, chegar adolescência, a velhice e morrer em paz, com sentimento de dever cumprido, de quem nasceu com a simples tarefa de ser assistido. Vamos nos mexer! Acorda Fundação José Augusto! A MAPA vai botar todo mundo no ombro é? vamos mexer esse trem! E tirar do nosso povo esse estigma de: "Cultura nacional e internacional na frente... CULTURA REGIONAL ATRÁS!".




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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

26 de fevereiro, apreciação do espetáculo "Dois Corações e um Bicho" do grupo de teatro Clonws de Shakespeare



prometi que em 2015 escreveria mais nesse diário... hoje tive vontade... talvez por ontem ter sido "cutucado" pelo macaco...

NEM SEI COMO SE PASSA O FOGO DE SER MACHO! Não é fácil para mim ser machista... a doutrina machista é algo extremamente desumano e difícil... se antes tínhamos, aos doze anos, que entrar na selva e passar dois meses sozinho... hoje e há alguns séculos tenho que me drogar desde cedo e fazer sexo desde cedo... o que é recriminar o toque entre dois homem? nada? é ação! porque o macho doutrinado recrimina qualquer toque... qualquer forma de carinho pode ser um sintoma. Aprendi a bater, sei chutar, sei até usar uma faca! Ando coletivo, sou ou sigo um líder! Fizemos a tecnologia apenas para perpetuar essa ideia de macho!

O espetáculo Dois corações e um bicho é intenso, bonito, afinado em vários momentos afiado. Uma casa de bonecas e as crianças dizem vamos dormir! soltam se os bichos. organiza e desorganiza, desarruma depois arruma, grite, chore, derrube as cadeiras! Mas em segundos se recomponha, sempre humano, sempre mascara, nunca bicho! Por que bicho cheira o cu do outro. Há um conceito de liberdade e libertinagem que se coloca e me faz em pensar na moral e que o imoral? é a liberdade da moral.   A iluminação dialoga com quem está assistindo o tempo todo. Até as correntes que seguram a luz de pino, já não sei se é tecnologia ou dramaturgia, a sala ficou pequena, engoliram as paredes e a luz se fez! Ém prisão, prisão! prisão!

Para o ator tem acão! No caminho da ação a palavra, e palavra é ação, e ação é vida! o texto dito tem muitos momentos deliciosos, de sonhos, de respiração, de sentido, de me fazer esquecer do teatro, mas em outros momentos eu acordo. Ai! como é ruin acordar de um sonho! eles nos fazem acordar por que a performance precisa de drama e o drama precisa de performance, como Deus depende da ciencia e ciencia de Deus. Não me provoque! Deixem eu rir por minhas dores, por minha e angustias, por meus demônios, por sua força, por sua sutileza, por seus corpos ensanguentados e assim eu me derreto de desejo. parabéns meus professores que vi e e tentei ouvir e as vezes falei,  O ator João Junior, o ator Cesar Ferrario e a atriz Titina Medeiros, as caras de uma equipe gigante, direção, iluminação, produção parabéns mais uma vez Grupo Clowns de Shakespeare.




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quinta-feira, 9 de outubro de 2014


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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Fabulas criadas a partir de improvisações na Minha Oficina para Crianças "O Teatro é pra Brincar"

Autores: Pedro, Ramon e Lucas
Os perdidos
Um dia um tamanduá desobedeceu a mãe e se perdeu na floresta ele viu um formigueiro e se abaixou para fazer um lanche.
De repente um burro passou correndo, bateu no tamanduá  e pediu desculpas. e ele tambem tinha desobedecido a mãe e estava perdido ele estava com sede e foi beber agua no riacho.
Então apareceu um urso o urso apareceu e deu o maior susto no tamanduá e no burro ele tambem estava perdido por que saiu de casa sozinho.
 Todos três estavam perdidos então eles resolveram se unir para achar o caminho de casa passaram vários obstáculos e chegaram numa caverna e quando virão uma luz o tamanduá disse: acho que é nossa casa. quando chegaram ficaram dançando de tão felizes que terminaram só de noite. e prometeram nunca mais desobedecer a mãe.
ensinamento: Não desobedecem os pais

Autores: Julia, Leticia e Camile
O Gato, A Borboleta e o Pinguim
A borboleta tava voando no jardim.
Apareceu o gato e tentou pegar a borboleta ai a borboleta saiu voando com medo do gato não conseguia pegar e ela subiu.
A borboleta fugiu até o polo norte. A Borboleta morreu de frio e o Gato morreu congelado. e o Pinguim apareceu viu a situação do Gato e da Borboleta e disse: Aqui ta tão frio que a borboleta morreu e gato congelou.
 Não podemos ser obcecados por uma coisa aponto  de ficarmos cegos e causar riscos a nossa vida e a dos outros


Autores: Julia matos, Nadine e Ana Leticia.
O Convite do Leão
Um dia apareceu um passarinho pousou na árvore.
Embaixo da arvore tinha um cachorro pequeno e fofinho.
O passarinho achava que o cachorro era bonzinho e começou a cantar, mas, o cão começou a latir querendo pegar o passarinho
Então apareceu um leão, o cachorro se assustou achando que o leão queria comelo, e o leão disse: eu não vou comer você, eu vim convidar vocês para ir no parque comigo. então todos eles ficaram amigos e foram pro parque de diversão!
 As aparências  enganam


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terça-feira, 5 de agosto de 2014

GUERRA, FORMIGAS E PALHAÇOS

Mais uma viagem essa semana do GUERRA espetáculo do grupo Estação que me acolheu com um convidado, apesar do convite me sinto integrado nas loucuras dessa trupe, que Rogerio Ferraz, diretor dos espetáculos do grupo, encabeça com garra e criatividade. estamos indo a Fortaleza e Mossoró, já fomos a Recife, Capina Grande, Garanhus e ainda tem Aracaju e Maceió e o nossa querida Guaramiranga, claro que queremos muito mais, mas, o bebê vem engatinhando e nós juntos com ele. No ensaio de ontem foi lembrado que a criação tem que permanecer viva, aberta ao jogo, a relação, não adianta se fazer as formas é nessessario encher o pote deixá-lo forte. É hora de na coxia imaginar que você é um cão bravo desejando pegar um coelho que fica brincando enquanto você fica preso, então após o terceiro toque é hora de ir atrás do coelho. Acho que o melhor caminho nas apresentações é focar no roteiro, se concentrar e viver todos os momentos, os objetivos, as "bombas" que explodem a cada reação, o olhar para o momento vivido ali na sede e na fome dessas pobres almas que vivem nesse umbral da guerra do estômago. 

ESSA É A GUERRA QUE QUEREMOS! A GUERRA DA VIDA PELA VIDA QUE É FEITA NOS PALCOS DESSE BRASIL! DESEJO QUE A RIDÍCULA GUERRA ENTRE PALESTINA E IRAQUE ACABE LOGO!
















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sexta-feira, 28 de março de 2014

O teatro é pra bricar

Desde 2010 ministrando oficinas com crianças através das ações do Grupo de Teatro Facetas Mutretas e Outras Historias, eu me vi apaixonado como nunca pelo universo de liberdade infantil. Foi muito aprendizado e muita tapa na cara. Se hoje me perguntam qual o principal fator que contribui para que a arte no Brasil seja tão oprimida e condenada ao gueto, eu digo, com certeza, que é porque nós artistas abandonamos as crianças e a escola. E dessa forma somos tão tolhedores quanto o sistema. Em minhas aulas levo minhas experiências e troco aprendizados e aprendo muito. O resultado é mais oxigênio para continuar essa jornada de artista. Semana passada em uma creche pública do conj. Pirangi apresentei o primeiro rascunho de uma oficina-espetáculo que conta a historia do teatro. Foi só uma etapa do processo e espero logo circular em outras escolas com esse trabalho.


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quinta-feira, 13 de março de 2014

Bolou, Aprovado no segundo Festival Brasileiro de Cinema da Baixada Fluminence RJ, é Nois!


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quarta-feira, 12 de março de 2014

Facetas em processo criativo

Desde o dia 19/02 O Facetas esta em processo criativo. Esse projeto já conta com um pequeno financiamento do edital mais cultura nas escolas. O grupo divide o processo com os alunos da Escola Estadual Berilo Wanderley e esses são também elementos da criação. Nessa nova jornada o grupo convida cinco lunos das oficinas de teatro tanto para integrar o elenco, produção e a função de anjos. Assim estamos mais uma vez em nossa missão com a educação, fruição formação artística! Viva o teatro tribal, um viva a tribo Facetas, obrigado!



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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014



Parabéns a prefeitura de Nísia Floresta que com coragem comemorou o aniversario de emancipação sem o "oba oba" das bandas da cultura comercial de massa, ofertando teatro na rua revelando aos moradores um outro tipo de vida cultural, a jornada para se fazer cultura é longa. as prefeituras e os fazedores de cultura devem se organizar em diálogos eternos...
Ninguém aguenta mais a violência no Rio Grande do Norte e a cultura de massa através de uma música medíocre incita nossos defeitos. Ouvimos uma "parada" que só fala de sexo, que nos faz exagerar no consumo de bebidas alcoólicas, que nos fala que é bom ser "traíra", ser "fodão", ter carro 4x4, andar de lancha e é claro fazer muito sexo com quem vier descendo até o chão. revelando nossa natureza mais egoica e passando por cima de tudo e todos para ter o que deseja. Não podemos mais ver o dinheiro público investido nesse tipo de cultura alienante, sem amor, sem moral, sem ética, sem respeito aos mais humildes, sem compaixão as diferenças.
Precisamos apostar numa arte que traga uma convivência saudável para a comunidade, e que de fato promova uma interação com o objeto artístico. Nem para as festas as pessoas querem mais ir porque tem sempre alguém bêbado alterando e desrespeitando, ou alguém dando em cima da sua namorada ou namorado, ou alguém que se acha no direito de ligar um paredão de som no seu ouvido... precisamos dar um basta nisso! e parar de promover desigualdade, e desconsciência em nosso povo.
"A noite de ontem em Nísia Floresta foi agradável, saudável e sem nenhum resquício de violência, um verdadeiro alimento para a alma" 
Nós do grupo de teatro facetas estamos realmente felizes com a participação.

http://www.nisiadigital.com.br/2014/02/prefeitura-promovera-evento-alusivo-aos-162-anos-de-emancipacao-politica-de-nisia-floresta.html
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http://mostradofilmelivre.com/14/info.php?c=7083

Foi com muito prazer que fiz o curta "Bolou" com Rodrigo Sena, o personagem dos santos tem muito a ver com migo e me fez viajar em fé, religiosidade e espiritualidade.
clique aqui e assista o trailler



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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

E Nesses tempos de revolução!

Com esse cenário de revolta da nossa população com a política do nosso país me volto ao roteiro do média metragem dirigido por Mathteu Dovingnaud e que tive o prazer de fazer parte do elenco...
Seria com certeza impossível conter uma revolução formada pelos mais pobres imaginem as 400 favelas do rio de janeiro fazendo justiça pelas próprias mãos...
mas o sistema opressos do nosso país é muito competente quando se formou uma grande massa nas ruas o sistema tratou logo de dividir os movimentos e criou os vândalos que logicamente são burgueses tendo em vista que só aquele que tem acesso a conhecimento pode se manifesta contra o sistema... logo nunca teremos uma boa educação, saúde e segurança isso poderia trazer sérios problemas ao sistema opressor... então o sistema criam paredes invisíveis e mantem boa parte da nossa população dentro dessa parede está O Quarto Mundo que um dia, eu acredito irá se rebelar!
assistir no http://vimeo.com/16843374
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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Semana de Cultura de Parnamirim com a Ida ao Teatro!

Foi maravilhoso participar dessa mostra espero que as comunidades envolvidas recebam cultura de forma continua pois só assim esses eventos podem gerar resultados prósperos. O Facetas afirmou sua missão de levar teatro para bem longe do "Teatro", e em baixo do poste fizemos com carinho as apresentações da ida ao teatro em seis bairros de Parnamirim onde recebemos muito carinho de todos! Estou muito feliz! Facetas que alegria!


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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Viva O Cinema Novo na Roliudi do ceará!

O que vem se fazendo de filme de comédia no Brasil é frustrante, vem se imitando um besteirol americano, com atores engraçadinhos, sem roteiro, questão discurso, o riso pelo riso, a tentativa de ser engraçado e etc, mas, fiquei muito feliz ontem no cinema com o filme Cine Holliúody... ver os atores e o resgate de uma questão importante: o contato do povo com o povo e a socialização da comunidade através da arte. e o triste fato historico do nosso pais que é o fim do cinema pela tv e o mercado americano...

http://www.youtube.com/watch?v=7allekyiCY8

A comédia Cine Holliúdy, dirigida por Halder Gomes, surpreendeu ao lotar as salas de cinema em sua estréia no estado do Ceará, no fim de semana de 11 e 12 de agosto. Mais de 23 mil espectadores compareceram às exibições. Até agora, a média de 2.293 espectadores por sala, conquistada pelo filme, é a maior em todo o Brasil. Mais recentemente, a equipe comemorou a marca de 100 mil espectadores.
Promovido como “o primeiro filme nacional falado em cearês”, a história é contada através de diálogos permeados por palavras muitas vezes só conhecidas dos habitantes do Ceará, estado do Nordeste do Brasil. Para facilitar a compreensão por parte do público não-cearense, o filme tem legendas em português.

 http://pt.globalvoicesonline.org/2013/08/26/cine-holliudy-comedia-em-ceares-e-fenomeno-de-bilheteira-no-brasil/
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Musica para ouvir no celular






Abrindo as cortinas do quarto “O bico do beija flor, beija a flor, beija flor e toda fauna flora grita de amor” (Chico Science) Acordo nesse dia 03 de agosto de 2013, é hora do café, é hora de algumas frutas e pra fugir do som dos humanos que comem e aquecem suas cordas vocais, suas línguas e seus músculos faciais, escolhi um cantinho na frente de um vidro que transparecia o “velho Chico” ali admirei! Que grande! Que belo! E lembrei do meu humilde sonho de nordestino de conhecer o Rio São Francisco tão cantado em violas e poesias dos artistas dessa terra de fumo, suor e sangue. Na próxima parte do café o velho e irresistível cuscuz com salsicha agora com os humanos, um deles me cumprimenta.
Tudo bom, já te vi em algum lugar!
Acho que sou parecido com alguém que você conhece...
Não, não o eu já te vi em algum lugar!
Bucho cheio, pé na estrada “vamos ao trabalho, vamos ao trabalho” (titãs) no set, aprendizado, êita que é gente! Impressionantemente muita gente boa! No cenário uma garrafa com uma vela derretida em cima me chama atenção tinha um rotulo que dizia:  Velho Chico, lembrei mais uma vez do rio. Um dia de gravação...  Silêncio! É prece! Sempre! “Coração, desejo e sina” (Djavan) Esforço que nem cabe nessas linhas, pois não ouvi nenhuma música, não no celular, a música do set é para todos os ouvidos, é comunhão, é concentração é dionisíaca! Na volta sim! Música no celular “é bom pra ioiô, é bom pra iaiá” (Gilberto Gil) de volta ao hotel percebi que ainda era de tarde, obrigado! Uma voltinha no sol “como pássaro o tempo voa a procura do exato momento onde o que você pode fazer fosse agora” (Chico Science) Opa! Mas eu levo ou não o celular? Tá tão perigoso, vou levar!  “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá” (Gilberto Gil) Atravessei a ponte que divide Petrolina cidade que estava hospedado e Juazeiro cidade que estava trabalhando. Uma caminhada cheia de gente, comércio, sons e a festa as margens do Velho Chico me fazem lembrar que é sabadão!  O sol se põe, resolvo voltar, cruzar a ponte antes de a lua surgir, cansado de tanta musica nos meus ouvidos humanos, resolvo tirar os fones de ouvido, mas, deixo o som chiando pendurado na gola da camisa, pronto! Vou jantar lembrei imediatamente da pizza de ontem geladinha no quarto do hotel, pizza fria é uma delicia. Quando chego ao exato centro da ponte que cruza o São Francisco escuto:
Socorro! Me ajuda!
Nem acreditei, olhei primeiro a avenida, encostei-me ao para peito da ponte e debaixo surgiu um ser humano do sexo feminino sendo arrastado pela correnteza a uns 20KM por hora. Ela me viu.
Socorro! Me ajuda! Socorro! Me ajuda!
Sacudindo os braços, afundando e voltando, se engasgando!
Dei um passo pra esquerda, outro pra direita e pensei: Vou pular! Peraí! Vou, no mínimo, quebrar a perna aqui!
Eu olhei o olho dela e ela me chamou de esperança, mas o tempo não volta, o sol estava indo embora, mais um minuto e ela estaria na escuridão onde nenhuma visão humana (mesmo ouvindo música no celular) poderia Enxergar, gritei socorro para carros a oitenta por hora. Eis que surge um ser humano que não estava ouvindo musica no celular,  estava numa bicicleta, me olhou como quem vê um lobo, ou uma raposa, ele não acreditou. Normal alguns seres humanos não reconhecem outros seres humanos.
Tem uma mulher se afogando corre e avisa pras pessoas que estão lá embaixo! Vai! Vai! Vai!
Ele ficou meio sem acreditar e foi. Ainda conseguia ver a mulher, mas, meus ouvidos  já não escutavam seus gritos, ela usou muita força para chamar minha atenção ela estava nas ultimas, eis que surge outro homem numa bicicleta. Pessoas de bicicleta sem ouvir música no celular atravessam direto aquela ponte. Mas esse ser humano era pelo menos 30 anos mais velho que o primeiro foi muito mais difícil convence-lo de que era verdade ele continuou cruzando a ponte.  Gritei:
Calma!
Vou eu mesmo pedir ajuda, mas, e se eu perder ela pra escuridão do rio? Não podia fazer nada ali em cima, corri atrás de ajuda, encontrei mais seres humanos que não ouviam musicas no celular e eu vibrava entre eles que não se mexiam apenas viravam a cabeça para o rio demorei alguns segundos para perceber que eles estavam dando ela como morta quando na verdade ela lutava feito uma leoa.
Não! Ela está viva!
Tu viu ela passando no meio da ponte foi? (risos) já era! A pessoa afunda!
Percebi que os seres humanos que não estavam ouvindo música no celular são extremamente realistas. O ser humano que me viu como um lobo conseguiu se comunicar com outros seres humanos que estavam num barco que foi procura-la, voltei a ponte e a mulher tinha sumido pra sempre, pelo menos da minha vida. Juntando lobo, raposa e leoa descubro que é quando parecemos animais que somos mais humanos. No final percebi que só eu tinha visto de verdade o que aconteceu. Ninguém tinha perdido ninguém. As lagrimas que se seguiram não servem para esse texto. “Mau me quer a vida segue seu lamento num tanto flor, Leito de rio, no cio, um cheiro de amor, é amor quando não diz é fogo por um tris um trem entrou no meu eu” (Djavan)
Como desejei que aquela ponte fosse um set de filmagem, que aquilo tudo fosse um filme, com trinta pessoas maravilhosas e determinadas a dar o melhor de se, figurinistas, maquiadores, técnicos de luz, de áudio, produtores, uma dezena deles! Como desejei que tivesse ali uma câmera de ombro com um diretor dizendo:
Luz, câmera, ação! Pula Enio, mergulha! Deixa a gente pensar que você morreu! Agora emerge! Pega ela com a mão esquerda e nada com a direita! Leva ela para a margem do rio, isso! Respiração boca a boca! Ela acorda olha pra ele, olhar apaixonado! Beija! Corta! Valeu pessoal!
Não sou policial, bombeiro, salva vidas ou médico. Não fiz nenhum juramento pela vida, mas, não importa muitos fazem juramentos e não cumprem. “somos o que somos inclassificáveis” (Arnaldo Antunes) Sou um artista, todos os dias me pergunto qual meu papel nesse mundo e talvez seja de dizer que a vida não é uma ficção e que devemos ser mais seres humanos na vida real que na ficção.
Depois da pizza gelada com gosto de lagrima dormi duas horas e acordei dizendo:
Preciso de seres humanos!
Desci ao saguão do hotel onde pude contar pra alguém minha história, mas, as pessoas iam sair para ouvir musica sem o celular, juntas!  Outros foram dormir percebi que estava ficando sozinho, eu pensei: Eu não posso ficar só e se eu vejo alguma coisa, quem irá acreditar em mim?
Então aquele ser humano que me encontrou no café da manhã e disse que me conhecia apareceu e me ofereceu seus ouvidos. Alguns seres humanos tem ótimos ouvidos, ouvir é um verdadeiro dom e pouquíssimas pessoas conseguem, portanto se você ver um ouvido gigante por ai, encoste nele, pode ser um ser humano. Ele me ouviu e me fez enxergar o quanto estava sendo egoísta na minha dor. Seres humanos que ouvem tem a capacidade de se tornar espelhos de nossas almas e eu que “quis lutar contra o poder do amor, cai nos pés do vencedor para ser um serviçal samurai Ai! Mas, eu tô tão feliz!” (Djavan)
Talvez, ter tirado os fones do ouvido não tenha mudado nada na vida daquele ser humano do sexo feminino, mas, a minha mudou completamente. Na manhã seguinte o mesmo ser humano que disse que me conhecia, e que tinha me ouvido disse:
Escreve!
O que?
A história!
Tá! Vou escrever.
Aqui estou eu no aeroporto digitando e é claro! Ouvindo música no celular, voltando pros braços da minha amada e dos meus filhos que pretendo proteger das pessoas que não estão ouvindo  música no celular, prometendo a mim mesmo que um dia volto a “Petrolina, juazeiro, Juazeiro, Petrolina todas duas eu acho uma coisa linda eu gosto de juazeiro e adoro Petrolina” (Luiz Gonzaga) e “na dor eu passo um giz, na lição que o sol me traduz, viver da própria luz!” (Djavan)

Enio Cavalcante

Postado por Enio às 10:50 Um comentário:
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Temporada Guerra: Palhaços e Formigas/ fotos de Pablo Pinheiro




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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Na Massa! o que move nossa consciência?

Documentário de curta duração produzido por alunos do curso de Comunicação Social como avaliação para a disciplina de Antropologia, ministrada pelo professor Jarbas Couto.
Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (Canpinas, 29 de abril de 1947 é um jornalista, ex-astrólogo, filósofo professor, autor, conferencista e ensaísta brasileiro de matriz conservadora, considerado um dos articulistas mais abertamente de direita do país em atividade.
Trabalho de Sociologia sobre Cultura de Massa
Arnaldo Antunes, no show Paradeiro, canta "Na Massa", dele e Davi Moraes. Videoclipe filmado e editado por Nina Cavalcanti

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segunda-feira, 25 de março de 2013

A Montanha das ações brutas.

Fascinado com a beleza do filme a "A Montanha Sagrada" do chileno Alejandro Jodorowsky (criador de Fando e Lis). É dificil falar, mas, sentir... isso é outra coisa! Um filme que a religiosidade e a hipocrisia do brasileiro jamais permitiria ser exibido comercialmente. Mas aqueles que compreenderam o cristo na sua amplitude conseguem percerber a crítica e a subversão proposta pela obra. Teatral e Performático o filme coloca o próprio cinema em questão estimulando o envolvimento do espectador através de linguagems visuais e sensoriais. As obras contidas na obra são muito bem trabalhadas fazendo com que os capítulos funcionem separadamente. Um grande aprendizado. Obrigado Jodorovski por ter me arrebatado destas artes impostas e ter me feito ver o mundo como é! És um anjo! veja: https://www.youtube.com/watch?v=HHiA3w6Y3KA

 
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sexta-feira, 22 de março de 2013

Um guerreiro branco por uma leitura branca


 
Não dá pra explicar o que não se entende

Como devo me comportar diante de um texto? O teatro é como água, deve se desenhar conforme as linhas do seu corpo. O teatro deve fluir, o artista deve digerir teatro, ser apenas. Ser aculturado de qualquer sistema. Artista e água batem, se batem e debatem esculpindo algo que pode ser que “algum dia” venha se tornar arte.

Sempre que inicio a leitura de um novo texto preciso amarrar alguns pontos em relação a ele, a mim, ao dramaturgo e ao grupo que se uniu com aquele propósito. Então nós atores, falsamente despretensiosos, caímos no mito: “A Leitura Branca”. Não dá simplesmente para ligar o botão da leitura branca como se aprende, compreende, no curso de teatro. Acredito que você tem que deixar técnicas e métodos se acostumarem ao seu corpo. Depois de um determinado tempo fica impossível para um ator não pegar um texto que leu 1 ou 2 vezes e colocar várias intenções, dramatizando falas, construindo a leitura dramática. Poderíamos ler dramaticamente e ainda pesquisar as palavras e assuntos de cada movimento do texto? De fato o que não se entende deve ser lido com o mínimo de intenção, mas, o que já se compreende fica oco e seco se você fica tentando “brigar com a água”.

 Se existem intenções a serem exploradas, “explore”!  Este é o momento “Sherlock Holmes” do trabalho, investigue! Investigue exaustivamente, mas, com cuidado. Pois investigar também pode ser uma viagem marítima sem volta e, nesse momento, o retorno de volta à praia é muito importante. Intenções do dramaturgo, intenções do assunto, intenções de cada personagem, de cada cena, de cada frase e palavra, as intenções do diretor, de cada ator, suas intenções em relação ao trabalho, as intenções do grupo... Brinque, brigue, siga as rubricas, mas, em sequencia chore onde tem escrito risos, gritos, aqueça a voz regule a postura na cadeira e “meta o aço a ler”. Mas, seja branco, não na técnica, mas no seu estado investigador. Seja um “guerreiro branco”. Branco pode ser uma imagem de um recipiente vazio, mas, também, pode ser de um recipiente transbordando.
Postado por Enio às 16:19 Nenhum comentário:
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