quinta-feira, 9 de outubro de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Fabulas criadas a partir de improvisações na Minha Oficina para Crianças "O Teatro é pra Brincar"
Autores: Pedro, Ramon e Lucas
Os perdidos
Um dia um tamanduá desobedeceu a mãe e se
perdeu na floresta ele viu um formigueiro e se abaixou para fazer um lanche.
De repente um burro passou correndo, bateu
no tamanduá e pediu desculpas. e ele
tambem tinha desobedecido a mãe e estava perdido ele estava com sede e foi
beber agua no riacho.
Então apareceu um urso o urso apareceu e deu
o maior susto no tamanduá e no burro ele tambem estava perdido por que saiu de
casa sozinho.
Todos
três estavam perdidos então eles resolveram se unir para achar o caminho de
casa passaram vários obstáculos e chegaram numa caverna e quando virão uma luz
o tamanduá disse: acho que é nossa casa. quando chegaram ficaram dançando de
tão felizes que terminaram só de noite. e prometeram nunca mais desobedecer a
mãe.
ensinamento: Não desobedecem os pais
Autores: Julia, Leticia e Camile
O Gato, A Borboleta e o Pinguim
A borboleta tava voando no jardim.
Apareceu o gato e tentou pegar a borboleta
ai a borboleta saiu voando com medo do gato não conseguia pegar e ela subiu.
A borboleta fugiu até o polo norte. A
Borboleta morreu de frio e o Gato morreu congelado. e o Pinguim apareceu viu a
situação do Gato e da Borboleta e disse: Aqui ta tão frio que a borboleta
morreu e gato congelou.
Não
podemos ser obcecados por uma coisa aponto
de ficarmos cegos e causar riscos a nossa vida e a dos outros
Autores: Julia matos, Nadine e Ana Leticia.
O Convite do Leão
Um dia apareceu um passarinho pousou
na árvore.
Embaixo da arvore tinha um cachorro pequeno e fofinho.
O passarinho achava que o cachorro era
bonzinho e começou a cantar, mas, o cão começou a latir querendo pegar o
passarinho
Então apareceu um leão, o cachorro se
assustou achando que o leão queria comelo, e o leão disse: eu não vou comer
você, eu vim convidar vocês para ir no parque comigo. então todos eles ficaram
amigos e foram pro parque de diversão!
As
aparências enganam
terça-feira, 5 de agosto de 2014
GUERRA, FORMIGAS E PALHAÇOS
Mais uma viagem essa semana do GUERRA espetáculo do grupo Estação que me acolheu com um convidado, apesar do convite me sinto integrado nas loucuras dessa trupe, que Rogerio Ferraz, diretor dos espetáculos do grupo, encabeça com garra e criatividade. estamos indo a Fortaleza e Mossoró, já fomos a Recife, Capina Grande, Garanhus e ainda tem Aracaju e Maceió e o nossa querida Guaramiranga, claro que queremos muito mais, mas, o bebê vem engatinhando e nós juntos com ele. No ensaio de ontem foi lembrado que a criação tem que permanecer viva, aberta ao jogo, a relação, não adianta se fazer as formas é nessessario encher o pote deixá-lo forte. É hora de na coxia imaginar que você é um cão bravo desejando pegar um coelho que fica brincando enquanto você fica preso, então após o terceiro toque é hora de ir atrás do coelho. Acho que o melhor caminho nas apresentações é focar no roteiro, se concentrar e viver todos os momentos, os objetivos, as "bombas" que explodem a cada reação, o olhar para o momento vivido ali na sede e na fome dessas pobres almas que vivem nesse umbral da guerra do estômago.
ESSA É A GUERRA QUE QUEREMOS! A GUERRA DA VIDA PELA VIDA QUE É FEITA NOS PALCOS DESSE BRASIL! DESEJO QUE A RIDÍCULA GUERRA ENTRE PALESTINA E IRAQUE ACABE LOGO!
sexta-feira, 28 de março de 2014
O teatro é pra bricar
Desde 2010 ministrando oficinas com crianças através das ações do Grupo de Teatro Facetas Mutretas e Outras Historias, eu me vi apaixonado como nunca pelo universo de liberdade infantil. Foi muito aprendizado e muita tapa na cara. Se hoje me perguntam qual o principal fator que contribui para que a arte no Brasil seja tão oprimida e condenada ao gueto, eu digo, com certeza, que é porque nós artistas abandonamos as crianças e a escola. E dessa forma somos tão tolhedores quanto o sistema. Em minhas aulas levo minhas experiências e troco aprendizados e aprendo muito. O resultado é mais oxigênio para continuar essa jornada de artista. Semana passada em uma creche pública do conj. Pirangi apresentei o primeiro rascunho de uma oficina-espetáculo que conta a historia do teatro. Foi só uma etapa do processo e espero logo circular em outras escolas com esse trabalho.
quinta-feira, 13 de março de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
Facetas em processo criativo
Desde o dia 19/02 O Facetas esta em processo criativo. Esse projeto já conta com um pequeno financiamento do edital mais cultura nas escolas. O grupo divide o processo com os alunos da Escola Estadual Berilo Wanderley e esses são também elementos da criação. Nessa nova jornada o grupo convida cinco lunos das oficinas de teatro tanto para integrar o elenco, produção e a função de anjos. Assim estamos mais uma vez em nossa missão com a educação, fruição formação artística! Viva o teatro tribal, um viva a tribo Facetas, obrigado!
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Parabéns a prefeitura de Nísia Floresta que com coragem comemorou o aniversario de emancipação sem o "oba oba" das bandas da cultura comercial de massa, ofertando teatro na rua revelando aos moradores um outro tipo de vida cultural, a jornada para se fazer cultura é longa. as prefeituras e os fazedores de cultura devem se organizar em diálogos eternos...
Ninguém aguenta mais a violência no Rio Grande do Norte e a cultura de massa através de uma música medíocre incita nossos defeitos. Ouvimos uma "parada" que só fala de sexo, que nos faz exagerar no consumo de bebidas alcoólicas, que nos fala que é bom ser "traíra", ser "fodão", ter carro 4x4, andar de lancha e é claro fazer muito sexo com quem vier descendo até o chão. revelando nossa natureza mais egoica e passando por cima de tudo e todos para ter o que deseja. Não podemos mais ver o dinheiro público investido nesse tipo de cultura alienante, sem amor, sem moral, sem ética, sem respeito aos mais humildes, sem compaixão as diferenças.
Precisamos apostar numa arte que traga uma convivência saudável para a comunidade, e que de fato promova uma interação com o objeto artístico. Nem para as festas as pessoas querem mais ir porque tem sempre alguém bêbado alterando e desrespeitando, ou alguém dando em cima da sua namorada ou namorado, ou alguém que se acha no direito de ligar um paredão de som no seu ouvido... precisamos dar um basta nisso! e parar de promover desigualdade, e desconsciência em nosso povo.
"A noite de ontem em Nísia Floresta foi agradável, saudável e sem nenhum resquício de violência, um verdadeiro alimento para a alma"
Nós do grupo de teatro facetas estamos realmente felizes com a participação.
http://www.nisiadigital.com.br/2014/02/prefeitura-promovera-evento-alusivo-aos-162-anos-de-emancipacao-politica-de-nisia-floresta.html
http://mostradofilmelivre.com/14/info.php?c=7083
Foi com muito prazer que fiz o curta "Bolou" com Rodrigo Sena, o personagem dos santos tem muito a ver com migo e me fez viajar em fé, religiosidade e espiritualidade.
Foi com muito prazer que fiz o curta "Bolou" com Rodrigo Sena, o personagem dos santos tem muito a ver com migo e me fez viajar em fé, religiosidade e espiritualidade.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
E Nesses tempos de revolução!
Com esse cenário de revolta da nossa população com a política do nosso país me volto ao roteiro do média metragem dirigido por Mathteu Dovingnaud e que tive o prazer de fazer parte do elenco...
Seria com certeza impossível conter uma revolução formada pelos mais pobres imaginem as 400 favelas do rio de janeiro fazendo justiça pelas próprias mãos...
mas o sistema opressos do nosso país é muito competente quando se formou uma grande massa nas ruas o sistema tratou logo de dividir os movimentos e criou os vândalos que logicamente são burgueses tendo em vista que só aquele que tem acesso a conhecimento pode se manifesta contra o sistema... logo nunca teremos uma boa educação, saúde e segurança isso poderia trazer sérios problemas ao sistema opressor... então o sistema criam paredes invisíveis e mantem boa parte da nossa população dentro dessa parede está O Quarto Mundo que um dia, eu acredito irá se rebelar!
assistir no http://vimeo.com/16843374
Seria com certeza impossível conter uma revolução formada pelos mais pobres imaginem as 400 favelas do rio de janeiro fazendo justiça pelas próprias mãos...
mas o sistema opressos do nosso país é muito competente quando se formou uma grande massa nas ruas o sistema tratou logo de dividir os movimentos e criou os vândalos que logicamente são burgueses tendo em vista que só aquele que tem acesso a conhecimento pode se manifesta contra o sistema... logo nunca teremos uma boa educação, saúde e segurança isso poderia trazer sérios problemas ao sistema opressor... então o sistema criam paredes invisíveis e mantem boa parte da nossa população dentro dessa parede está O Quarto Mundo que um dia, eu acredito irá se rebelar!
assistir no http://vimeo.com/16843374
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Semana de Cultura de Parnamirim com a Ida ao Teatro!
Foi maravilhoso participar dessa mostra espero que as comunidades envolvidas recebam cultura de forma continua pois só assim esses eventos podem gerar resultados prósperos. O Facetas afirmou sua missão de levar teatro para bem longe do "Teatro", e em baixo do poste fizemos com carinho as apresentações da ida ao teatro em seis bairros de Parnamirim onde recebemos muito carinho de todos! Estou muito feliz! Facetas que alegria!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Viva O Cinema Novo na Roliudi do ceará!
O que vem se fazendo de filme de comédia no Brasil é frustrante, vem se imitando um besteirol americano, com atores engraçadinhos, sem roteiro, questão discurso, o riso pelo riso, a tentativa de ser engraçado e etc, mas, fiquei muito feliz ontem no cinema com o filme Cine Holliúody... ver os atores e o resgate de uma questão importante: o contato do povo com o povo e a socialização da comunidade através da arte. e o triste fato historico do nosso pais que é o fim do cinema pela tv e o mercado americano...
http://www.youtube.com/watch?v=7allekyiCY8
A comédia Cine Holliúdy, dirigida por Halder Gomes, surpreendeu ao lotar as salas de cinema em sua estréia no estado do Ceará, no fim de semana de 11 e 12 de agosto. Mais de 23 mil espectadores compareceram às exibições. Até agora, a média de 2.293 espectadores por sala, conquistada pelo filme, é a maior em todo o Brasil. Mais recentemente, a equipe comemorou a marca de 100 mil espectadores.
Promovido como “o primeiro filme nacional falado em cearês”, a história é contada através de diálogos permeados por palavras muitas vezes só conhecidas dos habitantes do Ceará, estado do Nordeste do Brasil. Para facilitar a compreensão por parte do público não-cearense, o filme tem legendas em português.
http://pt.globalvoicesonline.org/2013/08/26/cine-holliudy-comedia-em-ceares-e-fenomeno-de-bilheteira-no-brasil/
A comédia Cine Holliúdy, dirigida por Halder Gomes, surpreendeu ao lotar as salas de cinema em sua estréia no estado do Ceará, no fim de semana de 11 e 12 de agosto. Mais de 23 mil espectadores compareceram às exibições. Até agora, a média de 2.293 espectadores por sala, conquistada pelo filme, é a maior em todo o Brasil. Mais recentemente, a equipe comemorou a marca de 100 mil espectadores.
Promovido como “o primeiro filme nacional falado em cearês”, a história é contada através de diálogos permeados por palavras muitas vezes só conhecidas dos habitantes do Ceará, estado do Nordeste do Brasil. Para facilitar a compreensão por parte do público não-cearense, o filme tem legendas em português.
http://pt.globalvoicesonline.org/2013/08/26/cine-holliudy-comedia-em-ceares-e-fenomeno-de-bilheteira-no-brasil/
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Musica para ouvir no celular
Abrindo as cortinas
do quarto “O bico do beija flor, beija a flor, beija flor e toda fauna flora
grita de amor” (Chico Science) Acordo nesse dia 03 de agosto de 2013, é hora do
café, é hora de algumas frutas e pra fugir do som dos humanos que comem e
aquecem suas cordas vocais, suas línguas e seus músculos faciais, escolhi um
cantinho na frente de um vidro que transparecia o “velho Chico” ali admirei! Que
grande! Que belo! E lembrei do meu humilde sonho de nordestino de conhecer o
Rio São Francisco tão cantado em violas e poesias dos artistas dessa terra de
fumo, suor e sangue. Na próxima parte do café o velho e irresistível cuscuz com
salsicha agora com os humanos, um deles me cumprimenta.
Tudo bom, já te vi em
algum lugar!
Acho que sou parecido
com alguém que você conhece...
Não, não o eu já te
vi em algum lugar!
Bucho cheio, pé na
estrada “vamos ao trabalho, vamos ao trabalho” (titãs) no set, aprendizado, êita
que é gente! Impressionantemente muita gente boa! No cenário uma garrafa com
uma vela derretida em cima me chama atenção tinha um rotulo que dizia: Velho Chico, lembrei mais uma vez do rio. Um
dia de gravação... Silêncio! É prece!
Sempre! “Coração, desejo e sina” (Djavan) Esforço que nem cabe nessas linhas,
pois não ouvi nenhuma música, não no celular, a música do set é para todos os
ouvidos, é comunhão, é concentração é dionisíaca! Na volta sim! Música no
celular “é bom pra ioiô, é bom pra iaiá” (Gilberto Gil) de volta ao hotel
percebi que ainda era de tarde, obrigado! Uma voltinha no sol “como pássaro o
tempo voa a procura do exato momento onde o que você pode fazer fosse agora”
(Chico Science) Opa! Mas eu levo ou não o celular? Tá tão perigoso, vou
levar! “Andar com fé eu vou, que a fé
não costuma faiá” (Gilberto Gil) Atravessei a ponte que divide Petrolina cidade
que estava hospedado e Juazeiro cidade que estava trabalhando. Uma caminhada
cheia de gente, comércio, sons e a festa as margens do Velho Chico me fazem
lembrar que é sabadão! O sol se põe,
resolvo voltar, cruzar a ponte antes de a lua surgir, cansado de tanta musica
nos meus ouvidos humanos, resolvo tirar os fones de ouvido, mas, deixo o som
chiando pendurado na gola da camisa, pronto! Vou jantar lembrei imediatamente
da pizza de ontem geladinha no quarto do hotel, pizza fria é uma delicia. Quando
chego ao exato centro da ponte que cruza o São Francisco escuto:
Socorro! Me ajuda!
Nem acreditei, olhei
primeiro a avenida, encostei-me ao para peito da ponte e debaixo surgiu um ser
humano do sexo feminino sendo arrastado pela correnteza a uns 20KM por hora. Ela
me viu.
Socorro! Me ajuda!
Socorro! Me ajuda!
Sacudindo os braços,
afundando e voltando, se engasgando!
Dei um passo pra
esquerda, outro pra direita e pensei: Vou pular! Peraí! Vou, no mínimo, quebrar
a perna aqui!
Eu olhei o olho dela
e ela me chamou de esperança, mas o tempo não volta, o sol estava indo embora,
mais um minuto e ela estaria na escuridão onde nenhuma visão humana (mesmo
ouvindo música no celular) poderia Enxergar, gritei socorro para carros a
oitenta por hora. Eis que surge um ser humano que não estava ouvindo musica no
celular, estava numa bicicleta, me olhou
como quem vê um lobo, ou uma raposa, ele não acreditou. Normal alguns seres
humanos não reconhecem outros seres humanos.
Tem uma mulher se
afogando corre e avisa pras pessoas que estão lá embaixo! Vai! Vai! Vai!
Ele ficou meio sem
acreditar e foi. Ainda conseguia ver a mulher, mas, meus ouvidos já não escutavam seus gritos, ela usou muita
força para chamar minha atenção ela estava nas ultimas, eis que surge outro
homem numa bicicleta. Pessoas de bicicleta sem ouvir música no celular atravessam
direto aquela ponte. Mas esse ser humano era pelo menos 30 anos mais velho que
o primeiro foi muito mais difícil convence-lo de que era verdade ele continuou
cruzando a ponte. Gritei:
Calma!
Vou eu mesmo pedir ajuda,
mas, e se eu perder ela pra escuridão do rio? Não podia fazer nada ali em cima,
corri atrás de ajuda, encontrei mais seres humanos que não ouviam musicas no
celular e eu vibrava entre eles que não se mexiam apenas viravam a cabeça para
o rio demorei alguns segundos para perceber que eles estavam dando ela como
morta quando na verdade ela lutava feito uma leoa.
Não! Ela está viva!
Tu viu ela passando
no meio da ponte foi? (risos) já era! A pessoa afunda!
Percebi que os seres
humanos que não estavam ouvindo música no celular são extremamente realistas. O
ser humano que me viu como um lobo conseguiu se comunicar com outros seres
humanos que estavam num barco que foi procura-la, voltei a ponte e a mulher
tinha sumido pra sempre, pelo menos da minha vida. Juntando lobo, raposa e leoa
descubro que é quando parecemos animais que somos mais humanos. No final
percebi que só eu tinha visto de verdade o que aconteceu. Ninguém tinha perdido
ninguém. As lagrimas que se seguiram não servem para esse texto. “Mau me quer a
vida segue seu lamento num tanto flor, Leito de rio, no cio, um cheiro de amor,
é amor quando não diz é fogo por um tris um trem entrou no meu eu” (Djavan)
Como desejei que
aquela ponte fosse um set de filmagem, que aquilo tudo fosse um filme, com
trinta pessoas maravilhosas e determinadas a dar o melhor de se, figurinistas,
maquiadores, técnicos de luz, de áudio, produtores, uma dezena deles! Como
desejei que tivesse ali uma câmera de ombro com um diretor dizendo:
Luz, câmera, ação!
Pula Enio, mergulha! Deixa a gente pensar que você morreu! Agora emerge! Pega
ela com a mão esquerda e nada com a direita! Leva ela para a margem do rio,
isso! Respiração boca a boca! Ela acorda olha pra ele, olhar apaixonado! Beija!
Corta! Valeu pessoal!
Não sou policial,
bombeiro, salva vidas ou médico. Não fiz nenhum juramento pela vida, mas, não
importa muitos fazem juramentos e não cumprem. “somos o que somos
inclassificáveis” (Arnaldo Antunes) Sou um artista, todos os dias me pergunto
qual meu papel nesse mundo e talvez seja de dizer que a vida não é uma ficção e
que devemos ser mais seres humanos na vida real que na ficção.
Depois da pizza
gelada com gosto de lagrima dormi duas horas e acordei dizendo:
Preciso de seres
humanos!
Desci ao saguão do
hotel onde pude contar pra alguém minha história, mas, as pessoas iam sair para
ouvir musica sem o celular, juntas! Outros foram dormir percebi que estava ficando
sozinho, eu pensei: Eu não posso ficar só e se eu vejo alguma coisa, quem irá
acreditar em mim?
Então aquele ser
humano que me encontrou no café da manhã e disse que me conhecia apareceu e me
ofereceu seus ouvidos. Alguns seres humanos tem ótimos ouvidos, ouvir é um
verdadeiro dom e pouquíssimas pessoas conseguem, portanto se você ver um ouvido
gigante por ai, encoste nele, pode ser um ser humano. Ele me ouviu e me fez
enxergar o quanto estava sendo egoísta na minha dor. Seres humanos que ouvem
tem a capacidade de se tornar espelhos de nossas almas e eu que “quis lutar
contra o poder do amor, cai nos pés do vencedor para ser um serviçal samurai
Ai! Mas, eu tô tão feliz!” (Djavan)
Talvez, ter tirado os
fones do ouvido não tenha mudado nada na vida daquele ser humano do sexo
feminino, mas, a minha mudou completamente. Na manhã seguinte o mesmo ser
humano que disse que me conhecia, e que tinha me ouvido disse:
Escreve!
O que?
A história!
Tá! Vou escrever.
Aqui estou eu no
aeroporto digitando e é claro! Ouvindo música no celular, voltando pros braços
da minha amada e dos meus filhos que pretendo proteger das pessoas que não
estão ouvindo música no celular, prometendo
a mim mesmo que um dia volto a “Petrolina, juazeiro, Juazeiro, Petrolina todas
duas eu acho uma coisa linda eu gosto de juazeiro e adoro Petrolina” (Luiz
Gonzaga) e “na dor eu passo um giz, na lição que o sol me traduz, viver da
própria luz!” (Djavan)
Enio Cavalcante
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Na Massa! o que move nossa consciência?
Documentário de curta duração produzido por alunos do curso de Comunicação Social como avaliação para a disciplina de Antropologia, ministrada pelo professor Jarbas Couto.
Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (Canpinas, 29 de abril de 1947 é um jornalista, ex-astrólogo, filósofo professor, autor, conferencista e ensaísta brasileiro de matriz conservadora, considerado um dos articulistas mais abertamente de direita do país em atividade.
Trabalho de Sociologia sobre Cultura de Massa
Arnaldo Antunes, no show Paradeiro, canta "Na Massa", dele e Davi Moraes. Videoclipe filmado e editado por Nina Cavalcanti
segunda-feira, 25 de março de 2013
A Montanha das ações brutas.
Fascinado com a beleza do filme a "A Montanha Sagrada" do chileno Alejandro Jodorowsky (criador de Fando e Lis). É dificil falar, mas, sentir... isso é outra coisa! Um filme que a religiosidade e a hipocrisia do brasileiro jamais permitiria ser exibido comercialmente. Mas aqueles que compreenderam o cristo na sua amplitude conseguem percerber a crítica e a subversão proposta pela obra. Teatral e Performático o filme coloca o próprio cinema em questão estimulando o envolvimento do espectador através de linguagems visuais e sensoriais. As obras contidas na obra são muito bem trabalhadas fazendo com que os capítulos funcionem separadamente. Um grande aprendizado. Obrigado Jodorovski por ter me arrebatado destas artes impostas e ter me feito ver o mundo como é! És um anjo! veja: https://www.youtube.com/watch?v=HHiA3w6Y3KA
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