quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Parado de ônibus

Exércicio da oficina de Microdoc oferececida pelo Ponto de Cultura Rebuliço projeto do http://facetasmutretas.blogspot.com.br/ e ministrada por Buca Dantas e Mathieu Duvinhou.

Apesar desse video fugir um pouco do conceito de Microdoc foi um exércicio muito instigante. Sai na rua com uma câmera e uma ideia, em minutos o video estava pronto.
O objetivo foi questionar como aproveitamos o nosso tempo. O que você esta fazendo com o seu? Será que estou vivendo? Por quê reclamo tanto do tempo?

Assista o video no Youtub http://www.youtube.com/watch?v=gUDVKoaSiC8&feature=plcp



Diário Dos Anjos: Estamos em Guaramiganga (CE)

Diário Dos Anjos: Estamos em Guaramiganga (CE)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Você Tem Algo a Dizer?

Depoimento Pessoal para a construção do espetáculo A Lição de Eugene Ionesco. Grupo Elas
assista o video no youtube: http://youtu.be/KtyAYHnp0hE

Conheci a técnica de Depoimento Pessoal através das oficinas de teatro ministradas por Fernando Yamamoto no Centro Experimental de Teatro (hoje Fechado por incompetência da Fundação José Augusto) Essa técnica surgiu para Fernando nos processos de criação do Teatro da Vertigem, grupo paulista que surgiu em 1992 e usa das memórias, desejos, e repertórios dos atores para extrair suas cenas. Na oficina (Fernando) o ator tinha que criar e ter propriedade de todos os elementos cênicos, dramaturgia, luz, som, figurino e principalmente um “discurso” esse trabalho me mostrou uma conexão do “ator solitário” (com suas memórias e desejos presos) com o mundo externo, o tornando um “ator criador”. Em 2007 tive oportunidade de conhecer um pouco mais sobre essa “matéria” de autoria do ator na oficina “O Ator Criador” ministrada pelo prof. Dr. Marcos Bulões, onde a técnica foi usada associada com a linguagem da Performance Art mais na criação de personagens do que na Dramaturgia ou na criação de cenas. Os depoimentos aconteciam em circulo e eram colocados a improvisação, você tinha a sensação de criar e em seguida viver uma situação angustiante diante outras criações. Descobrimos a “ilha de desordem”.

Infelizmente ainda não tive a oportunidade de conhecer a técnica dentro do Teatro da Vertigem. Com certeza esses caminhos para mim, a Vertigem, e até os que antecederam a técnica são cheios de bifurcações e contradições, mas, desde que descobri que poderia colocar meus desejos em cena durante a construção de um processo comecei a ver a arte do teatro de outra forma, mergulhei na Performance!, Até então tinha uma visão mercadológica do ator como uma folha em branco um boneco de argila alguém que você diz vai, vem, alguém fraco para criar, que só ouve, sem partido, religião ou orientação sexual. E entre mentiras e verdades existe muito mito nisso tudo. A idéia de um ser humano sem informações dentro de si é uma mentira e nossa sociedade vive para castrar nossos “depoimentos pessoais”, todos nós temos muito para falar diretores, atores e espectadores. Sempre senti meu corpo ardente.

Nos processos de criação de alguns trabalhos que tive a oportunidade de participar percebi certa dificuldade em usar desse material do ator quanto opção estética. Geralmente uma barreira estética existente na direção. Em http://sonhodesteven.blogspot.com.br/ com o grupo Facetas optamos por trazer esses worshops quase que como foi apresentado a primeira vez.

Em geral essas cenas ficam no processo, na construção de personagem, nos diários de ator... Apesar de alguns wokshops serem melhores que as próprias peças. Ainda deve ter muita aposta e pesquisa nessa técnica pois se tornou um elemento contemporâneo, transgressor e a primeira pancada é na dramaturgia. Quando conheci meus depoimentos pessoais comecei também a trabalhar com Performance e descobri que o discurso dessa técnica estava impregnado no Performer e a necessidade de vomitar nossas idéias em porções nós acompanha desde o inicio do século. Par mim a Performance, o Depoimento Pessoal e a Manipulação dos Elementos Cenicos são “disciplinas básicas” na construção coletiva e nos processos que usam o Ator Criador.

Na Cozinha Com Milacria. Só Comedia!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um livro...



Relato de Agosto


Neste mês um livro me proporcionou uma viagem super interessante, e me trouxe mais uma vez perto dessa frase de Shakespeare, “A profecia Celestina” de James Redfild talvez pareça ter um roteiro imaturo, ingênuo ou simplesmente complacente a idéia de encontros energéticos o que chamamos de coincidências. As nove visões esclarecidas no livro nos levam a acreditar na existência de uma energia no universo até então ignorada pelo ser humano. As visões encontradas nas terras virgens do Peru foram de encontro ao trabalho de ator. Durante todo o século vinte teóricos e artistas a usaram e escreveram como atores podem manipular a energia e visualizar suas cores, assim como as questões existenciais exploradas pelos fazedores de teatro desse século tão importantes para o mundo, provando mais uma vez que o teatro acompanha a evolução da nossa espécie, mas, não podando idéias e sim as desmistificando de forma a mistificar ainda mais. Os atores devem mergulhar no universo do mistério da vida e abrir as portas da nossa sociedade para um novo milênio. Como as indicações do livro de que esse milênio será a volta do ser humano ao mistério do universo, de Deus e da nossa razão no existir.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Bizarro Sonho de Steven, temporada 2012 no Tecesol na segunda quinzena de outubro

http://sonhodesteven.blogspot.com.br/
Relato de 2009

Sonho você está em nós de novo! Passamos meses vivendo esse sonho bizarro e ai está ele para que outras pessoas tenham suas experiências, sim, experiências, foi o que ficou em nossos corpos, pois a cada dia de processo mergulhávamos num mar de nada e arrancavamos tudo, pra enxergar que na verdade era nada. Para o ator a experiência de um processo que  despencou dentro de uma temática que quase não conseguimos voltar e gritávamos “ poxa, paguem a alguém! escreva um texto! ou chamem um diretor!” mas não somos nós os criminosos nós estamos no corredor esse discurso é nosso! Para os seres humanos, muita dor e alegria. Nós optamos, nós decidimos, nós atores escolhemos, mas, o importante disso é que somos atores com vontade e com extinto de agressor, de proponente, agente da ação, cria da criação. São experiências porque optamos que o nosso processo fosse uma experiência de amadurecimento de ator. O processo coletivo precisa de novos atores, e as platéias de novos públicos e a arte de novas experiências.


Mirian Muniz 2012. Cruz e Espada.

Estamos mais uma vez entre a cruz e a espada dos editais da Funarte, a cruz da arte e a espada da curadoria. Isso não é uma critica as curadorias, pelo contrario uma reflexão e um desejo que as curadorias um dia nos visitem e nos conheçam, antes de receberem nossos projetos.








Viva o Cinema! Viva a Internet!

tá querendo ver um filme? vai no you tube e confere esse canal, ótimos filmes! já  vou assistindo O Bandido Da Luz Vermelha.
http://www.youtube.com/watch?v=UfUpwNO0KCg&list=PL9CBB5A6C86BEA452&index=9&feature=plpp_video



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Estamos em Guaramiganga (CE)

Muito feliz com aprovação da "A Lição" no Festival de Teatro de Guaramiranga 2012, esse festival abre muitas portas e queremos entrar em todas, vida longa "A Lição" de Ionesco, com um olhar potiguar!

Este projeto do Grupo Elas foi montado com recursos do fundo municipal de cultura, uma mixaria! graças oas esforços de todo o elenco esse espetáculo foi viabilisado. Sua aprovação em Guaramiranga mostra seu potencial em permanecer vivo durante muitos anos. Está mais do que na o hora desses que se dizem gestores de cultura viabilizarem a nossa atividade que só é possivel se sustentada pelos pilares "Pesquisa, Montagem, Circulação e Manutenção" só assim Natal e o RN vão transbordar para o mundo sua arte, sem demagogia, sem alegria e sem agosto!




sexta-feira, 27 de julho de 2012


Dionízio do Apodi Dionízio do Apodi dioniziodoapodi@yahoo.com.br
20 jul (7 dias atrás)
para redepotiguarde.
Mossoró, 20 de julho de 2012
 
Queremos, oficialmente, decretar, a partir desta data, 20 de julho de 2012, “estado de calamidade pública da cultura mossoroense” e do “Estado do Rio Grande do Norte.”
Gritamos para os mossoroenses, potiguares e para as demais tribos brasileiras, que a atual situação de nossa cultura é vexatória, humilhante, desprezível, cruel e discriminatória. Os  fazedores de cultura de Mossoró-RN estão sendo mal tratados pelos poderes públicos municipal e estadual.
O poder público de Mossoró vem tentando fazer a população mossoroense e até mesmo os próprios artistas acreditarem que vivemos numa cidade que respira arte, e que temos um movimento cultural apoiado pela Prefeitura. Nós estamos aqui para contestar, protestar e dizer que todo este alarde não passa de uma grande MENTIRA.
Mossoró hoje possui apenas uma política de eventos. Caracterizada pelos grandes espetáculos ao ar livre e pelo total desprezo aos que fazem espetáculos de teatro, de dança, de música, publicam livros, dançam quadrilhas juninas, os povos de terreiros, os capoeiristas, os das artes plásticas e visuais, que de forma independente realizam seus trabalhos dentro de seus grupos artísticos, e até mesmo os que trabalham individualmente. O acesso aos eventos como “Chuva de Bala no País de Mossoró” e “Auto da Liberdade” se dão apenas mediante a preferência e gosto pessoais dos que comandam politicamente a cidade.
Do poder público municipal, queremos re-clamar do Museu Lauro da Escóssia, que mesmo sendo o único da cidade, encontra-se fechado desde o ano 2000; da Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte, com seu acervo atrasado e que por incrível que pareça ainda usa uma máquina de datilografia com teclas quebradas para registrar seus novos filiados; da coleção Mossoroense, que já ostentou o título de maior publicadora de livros do país, e que hoje sofre por falta de apoio; da situação das quadrilhas juninas, que foram praticamente exterminadas dos bairros da cidade, em função de um evento que atualmente conta apenas com as duas últimas remanescentes; da condição dos pequenos artesãos que precisam de espaço adequado para comercialização de seus produtos; da situação de coadjuvantes que se encontram os músicos da cidade, que assistem corais, bandas e profissionais de outras praças protagonizando os grandes eventos promovidos pelo poder público mossoroense, com pouquíssimo direito de participação; da espera das escolas de samba que são enganadas com um pretenso apoio para um carnaval que não existe, mas que a mídia patrocinada pelo poder faz acreditar que exista; do descaso com o patrimônio histórico de Mossoró, que está sendo destruído sem dó nem piedade, acabando com os últimos resquícios de nossa memória arquitetônica; do funcionamento da Escola de Artes, recém-criada, mas que já se caracteriza como espaço eleitoreiro, sem condições mínimas para a formação artística nas áreas que contempla; do acesso ao Teatro Dix-Huit Rosado, que apesar de manter uma programação regular de espetáculos, principalmente de fora, ainda não foi devidamente apropriado pelos artistas mossoroenses; das praças, das feiras e de outros logradouros públicos, que muitas vezes deixam de receber o trabalho dos artistas, devido à arrogância e total falta de sensibilidade e inteligência dos gestores, que enviam aos artistas seus seguranças inibidores de apresentações; do formato atual do Prêmio Fomento, que conta apenas com 160 mil reais divididos para todos os segmentos artísticos, e que só acontece de acordo com a vontade dos administradores.
Da Prefeitura Municipal de Mossoró, EXIGIMOS a ampliação e a valorização do Prêmio de Fomento à Cultura; editais para escolha dos diretores de teatro dos autos mossoroenses, que atualmente estão sendo escolhidos apenas pelo critério da amizade; exigimos ainda apoio para as manifestações artísticas realizadas nos bairros, como forma de descentralizar as ações da Prefeitura, que hoje se concentra apenas no chamado Corredor Cultural; exigimos a valorização dos grupos e artistas de Mossoró, e respeito aos nossos profissionais; exigimos que a Escola de Artes de Mossoró seja devidamente equipada com tablados para dança e sala para teatro e tratamento acústico para as salas de música.   
 
Em relação ao Governo do Estado que vem, a exemplo do nosso município, também, adotando uma política de grandes eventos, sem nenhuma preocupação com os grupos e artistas independentes, tendo praticamente todas as suas ações voltadas para o fortalecimento e criação de autos e reduzido os editais para montagem e circulação de espetáculos dos grupos.
Paralelo a isso, a Secretária Extraordinária de Cultura do Estado, Senhora Isaura Rosado, diz que está atendendo a um pedido da classe artística, mas o que lembramos são dos nossos inúmeros pedidos para pagamentos dos editais, nos quais dezenas de grupos artísticos foram contemplados, para montagem e circulação, no governo passado, mas que não receberam.
Do Poder Público Estadual, QUEREMOS o imediato pagamento dos prêmios “Lula Medeiros” de Teatro de Rua e “Chico Villa” de Circulação. Queremos a reforma do Teatro Lauro Monte Filho, que atualmente encontra-se fechado e interditado pelo Corpo de Bombeiros desde o ano de 2008, e desde então serve de chiqueiro para pombos e morcegos. Coberto pela poeira, vergonha e hipocrisia dos gestores. Queremos editais para montagem e circulação de espetáculos de teatro, de dança e de música; para a literatura de cordel, para a cantoria de viola, para a publicação de livros, para a programação das casas de cultura, estas sucatas abandonadas em diversas cidades do nosso RN; para a produção das artes visuais e do artesanato; para a produção de CDs, exposições fotográficas, e demais manifestações de nossa cultura, dos mais variados segmentos.
Exigimos a volta do Festival Agosto de Teatro, pensado e realizado pelos artistas deste Estado, mas afogado por mais um evento, imposto pela extraordinária Isaura Rosado, à revelia dos artistas do Estado e seu público.  
No plano nacional, também queremos pedir a ministra Anna de Holanda que retome o formato democrático e aberto, que tanto festejamos no Governo Lula da Silva. QUEREMOS a Funarte, “de Antônio Grassi”, atuante e para todo o Brasil.
EXIGIMOS DE TODOS OS PODERES, A PARTIR DE AGORA:
TRANSPARÊNCIA, DEMOCRATIZAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO.  
 
Assim QUEREM E EXIGEM:
 
Arruaça de Teatro, Companhia Escarcéu de Teatro, Companhia Mythus, Companhia Xaréu de Teatro, Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará, Grupo Focart, Coletivo Juízo Torrado Realiza Ações, Pau e Lata, Núcleo de Dança Nilson Torres, Grito dos Excluídos, Carlos José, Rogério Dias, Walter Silva.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Semana

Amanhã estou indo mais uma vez a Fortaleza(CE) em nome dos Clowns de Shakespeare apresentar a peça "O Show de Xando"
Uma experiência maravilhosa com as comunidades pesqueiras do RN e CE. Um trabalho educativo e artistico.
As comunidades se divertem e o retorno do público é ótimo, crianças, jovens, adultos e idosos se divertem bastante com a peça.

A peça tem direção de Fernando Yamamoto e Marco França, texto de Cezar Farrario e no elenco: Enio Cavalcante, Caio Padilha, Rodrigo Bico, Julio Lima e Jhon Fidgia

Agradeço, a parceria com a Petróbras nas pessoas de Livania e Rafael

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Coisas sobre teatro e políticos

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Teatros vazios são para políticos!


Os Teatros estão vazios
Os bares estão cheios
cheios de vazio
Os Teatros estão vazios
O Senado está cheio
Cheio de políticos
E eles não suportam o teatro
Claustrofóbicos, angustiados e sem oxigênio!
Preferem o vazio
Cheio, Cheio, esborrotado, e sem poltronas para vazios.
Esse é meu teatro
O pior lugar para um Político.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A Lição de Eugene Ionesco

RETORNANDO A VIDA DE BLOG...


Estreamos A Lição... mais uma vez a temporada do espetáculo se mostra como um exercício de criação final do espetáculo e um exercício de troca com a platéia que apesar de pequena foi intensa...


 Obrigado Grupo Elas e Rogério Ferraz. Em breve escreverei mais sobre esse processo



ELAS E “A LIÇÃO” REVISTA CATORZE

Nesta sexta-feira (15) às 20h, a Casa da Ribeira recebe a estreia do espetáculo “A lição” da Elas & Cia de Teatro. Trata-se de uma adaptação  do texto de Eugène Ionesco que é um dos grande nomes do Teatro do Absurdo.
A Lição conta a história de uma aluna que busca aulas particulares com um professor acadêmico muito gabaritado para tentar vaga em um concurso de doutorado. Daí em diante são destrinchadas as relações de poder entre os personagens. Os diálogos aparentemente absurdos evidenciam a incomunicabilidade e obsessão do homem moderno.
No palco os atrizes Débora Medeiros e Ramona Lina dividem com Ênio Cavalcante que faz parte do grupo Facetas, Mutretas e Outras Histórias, a direção é de Rogério Ferraz.
A adaptação pode ser uma grata supressa, apesar do ultimo trabalho do grupo ter sido o fraco espetáculo de stand-up intitulado “Ultraje”.  A peça segue em cartaz nos dias 16, 17,22, 23 e 24